
Podemos lembrar muitas vezes as palavras do Senhor Jesus perguntando aos seus discípulos, "e vós, quem dizeis que Eu Sou?", e mesmo assim falharmos vez após vez em entender a vontade de Deus de ter um povo que confessa com seus lábios quem Ele é e o que quer Ele de nós.
Um Igreja Confessante é somente uma igreja viva e verdadeira, que não se esconde atrás de subtilezas de palavras, mas assume o seu papel de declarar todo o conselho de Deus. Uma igreja que não assume uma confissão de fé é uma igreja aleijada, diminuída, enfraquecida que está vulnerável dos lobos vorazes que assaltam os púlpitos desejando despojar a igreja da verdade de Deus.
Portugal não tem muitas igrejas confessantes e pior do que isso é que Portugal não tem sequer muitas igrejas de Cristo como parte do seu corpo nesta terra. Basta ver a forma "pessoal" como é pastoreada a igreja em Portugal - cada caso é um caso...
Calvino viveu numa época muito complicada em que a reforma abriu as portas para a restauração da verdade evangélica, mas também se preocupava em fechar as portas da apostasia que disfarçada de sub-movimentos da reforma violentava e perturbava a fé e a paz de muitos.
Calvino foi defensor das Confissões de Fé e dos Catecismos como muros defensivos da Jerusalém espiritual! Calvino, não era como os muitos "Calvinistas" de hoje que se contentam com partes da doutrina de Deus, o que chamam de "fundamental". Calvino vivia sabendo e crendo que um dia iria estar diante de Cristo dando conta das almas que haviam sido entregues ao seu cuidado. Calvino sabia e cria que um tribunal o aguardava onde seria provada a sua obra como que por meio do fogo e que a palha e a madeira apenas iriam elevar a chama do juizo e da ira Divina.
Neste ano que se comemora ao redor do mundo o 500º aniversário do nascimento de João Calvino, e que até a revista Time colocou o Calvinismo como uma das 10 maiores influencias transformadoras no mundo moderno, devemos acima de tudo isso imitar a fé de qualquer bom exemplo dos guias que Deus levantou para instrumentalmente edificar a Sua Casa nesta terra.
Só podemos ter uma igreja confessante, como Calvino, quando os membros dessa igreja chegarem à conclusão e convicção de que têm nas Confissões a expressão real e absoluta da sua própria fé! Quando um crente adopta uma confissão como sua própria fé. Quando um cristão entende estar disposto a dar a sua vida como Estêvão deu pela proclamação da verdade de Deus.
Nesta Páscoa, que meditemos sobre a nossa vida: somos como Estêvão ou como Nicodemos com o que fazemos com aquilo que dizemos crer? Andemos à luz das Escrituras e confessando nosso claro entendimento sobre o conselho de Deus em toda a sua amplitude e grandeza. Amemos e promovamos as Confissões Reformadas e os Catecismos de forma a que por eles nós sejamos realmente reformados pela Palavra de Deus e guardados do erro do presente século condenemos e expunhamos os filhos de Belial no nosso meio (Juizes 20:13).
Cristo venceu e a Ele seja dada toda a glória!